domingo, 10 de maio de 2015

O Santo Manco Do Canto

Joguei um manto lá num canto,
Caiu sobre a cabeça de um santo
Santo qualquer, cantando Dó e Ré.
Sobre o brilho da lua se agacha em pé.

O primeiro gole é dele,
Por isso sempre está bêbado.
Santo no canto, um bêbado manco.
Manco ou Torto? Eita santo.

Nunca sai desse canto,
Encanto, encantando santo manco.
Mais uma primeira dose,
No canto desce um cachoeira de santa dose.

Santa dose pro santo do canto,
Não consegue nem mais voar,
Asa sem pena, nuvem sem algodão.
Apenas num canto, tchau santo manco.

Cesar De Mendonça

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O Novo Invento

 Transforme o normal no surreal,
Apesar, o que será o normal?
Existe?
Ou o normal é surreal?

É uma modalidade de alienação,
Mas hoje senti que com o vento,
De vento em vento, invento,
O abstrato,
Imaginação, imagem, ação.

Sem modinha, sem frescura,
Sinta o brisa, o vento,
Faça o invento,
Um novo argumento.

Se não fosse o novo invento,
O que seríamos?
Por isso que de vento em vento
INVENTO!

Cesar De Mendonça

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Sou O Que Nada Sou

Não sei se tenho censo ou senso,
Se prefiro flores ou compro incenso,
Se te tenho um sorriso ou te lamento,

Se sou ou apenas penso.


Mas se "penso logo existo",
Ou será apenas mais um mero capricho?
De achar meu significado.
Ou se sou sem significado, apenas bicho.

Tudo é muito relativo,
Depende de como começou o meu castigo,
Será que sou alguém "sem migo"?

Sou apenas abrigo de pensamentos,
Pensamentos de cabeças-de-ventos,
Já sei o que sou, nada sou.

Cesar Terra

quinta-feira, 28 de março de 2013

Um Gole de Vinho

Palavras roucas, poesias poucas,
Sem roupas, vestida por atos.
Se joga aos lençóis, cama-de-gato,
Um gola de vinho, esquece os fatos.

Pisa descalça na passarela,
Que é sua sala amarela,
Ao som da linda "Aquarela",
Um gole de vinho, somos a "Bela e a Fera".

Um ato de drama, seu quarto nos chama,
Exibe então sua fama na cabeceira da cama.
Um gole de vinho, abraços sacanas.

O sol e a lua na horizontal, aqueceu,
A lua e o sol se beijando, ferveu.
Um gole de vinho, despedida, amanheceu.

Cesar Terra

segunda-feira, 25 de março de 2013

Enfim Beija-Flor

Voe Beija! Encontre sua Flor,
Não deixe que aquele orvalho
Vire uma lágrima em suas pétalas.

Voe Beija! Não deixe!
Não deixe que a sua bailarina dos campos
Pare de dançar a paixão.

Voe Beija! Mas agora repouse na árvore mais bela.
Pela manhã continue sua jornada
Ao encontro de tua Flor apaixonada.

Voe Beija! Já está chegando!
E quando chegar não esqueça,
Declame o poema que fizeste com o sol.

Pare Beija! Já chegou ao encontro da Flor!
Agora chame o casamenteiro Amor,
E ele dirá: "Agora os declaro
Para sempre Beija-Flor".

Autor: Cesar Terra

A Flor Da Caatinga

Em meio a caatinga espinhosa, sempre nasce uma rosa,
Fazendo esse poesia te quero em prosa.
Que venha a chuva, que venha amor,
 Que saia a seca, que saia a dor.

Oshe cabra da peste, salve salve o nordeste,
Salve a sorte, salve Antonina do Norte.

Voltando pra flor, nem toda flor se rega com água
Deixe-me regar a minha com amor!
 Depois de regá-la deixo exposta à clave de sol,
Faz sempre bem pra minha flor.

E então me fascina a sina de regá-la,
Pra sempre, sempre e sempre!

Autor: Cesar Terra

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O sonho e o Sonhador

A felicidade de um sol,
É refletida pela luz do luar.
A felicidade de um sonho,
É nunca acordar!

A tristeza do sol,
É refletida pela chuva de fim de tarde!
A tristeza do sonho,
É o pesadelo que nunca dá para acordar.

Mas o que importa para o sonhador,
É a felicidade do sorriso de um amor.
Ou pode ser um simples memória de infância,
Que desperta pela eternidade do sempre!

Então que o sol vá embora com a lua,
A tristeza de a mão para a chuva
E o pesadelo fique na solidão dele mesmo!
Comigo fique a felicidade e o sonhar,
Pois assim vivo no meu mundo ou em qualquer lugar!

Autor: Cesar Terra